Em construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construção
Em construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construção

Vigia (Vi·gi·a) — nome feminino, função maioritariamente masculina

Caminhar entre observar e ser observado

Detalhes do Evento

Tipo
Caminhada participada
Data
7 de Junho de 2026 às 11:00
Entrada
Gratuita

Eixo programático Criação – Territórios Imaginados

Eixo com curadoria de Ana Rocha

Caminhada orientada por Dori Nigro

1. Acto ou efeito de vigiar. 

2. Estado de quem vela = Vigília 

3. Sentinela. 

4. Insónia. 

5. Guarita ou construção, geralmente alta, para nela se colocar a sentinela; atalaia. 

6. Orifício por onde se espreita. 

No clássico Vigiar e Punir (1975), Michel Foucault problematiza o poder de vigiar e a forma como este molda os nossos comportamentos e movimentos a partir da experiência do mundo ocidental. Passamos a agir como se estivéssemos sempre a ser observados, mesmo quando não temos a certeza disso. Vivemos num eterno Big Brother onde o outro passa a testemunhar e coreografar a nossa existência. 

É como se vivêssemos numa arquitetura em ruína, mas ainda sobrevivente. Uma espécie de panóptico, onde quem observa pode vigiar todos, mas não fica isento de ser visto, nem de perder o controlo. Instala-se uma vigilância permanente no espaço-tempo. Diante da especulação do olhar, estamos constantemente vigiados e, muitas vezes, julgados, punidos. Cancelados. A nossa “emergência enquanto observadores” reside na ideia de ampliar os modos de ver. De ver para além do olho. Ver de corpo inteiro para perder o controlo. Descolonizar o olhar.  

Nesta caminhada-performance Dori Nigro será o nosso guia/vigia. Propõe o simples gesto de observar, reconhecendo que, nesse ato, ao mesmo tempo que observamos, somos observados.

Intervenientes

Dori Nigro

Dori Nigro é performer, criador, arte-educador e pesquisador. Iniciou o seu percurso artístico no teatro amador comunitário e possui formação no cruzamento entre a arte e a educação, experiência que atravessa e fundamenta a sua prática. Desde 2007 desenvolve projetos interdisciplinares que articulam memória, ancestralidade, educação, corpo e antirracismo, atuando entre Portugal e Brasil em contextos artísticos, pedagógicos e comunitários. É co-cuidador da LÁRoyé, casa/atelier de partilhas criativas, afetivas e ancestrais, e integra a União Negra das Artes (UNA). A sua investigação articula a prática artística e a pedagogia em diálogo com fazeres afro-diaspóricos como espaço de transformação do social.

Uma forma triangular que representa a linha do telhado.

Inscrições esgotadas

Explore mais sobre o Matadouro

Em construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construção
Em construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construçãoEm construção