
- Tipo
- Caminhada participada
- Data
- 21 de Junho de 2026

Eixo programático Criação – Territórios Imaginados
Eixo com curadoria de Ana Rocha
Caminhada orientada por Dori Nigro
1. Acto ou efeito de vigiar.
2. Estado de quem vela = Vigília
3. Sentinela.
4. Insónia.
5. Guarita ou construção, geralmente alta, para nela se colocar a sentinela; atalaia.
6. Orifício por onde se espreita.
No clássico Vigiar e Punir (1975), Michel Foucault problematiza o poder de vigiar e a forma como este molda os nossos comportamentos e movimentos a partir da experiência do mundo ocidental. Passamos a agir como se estivéssemos sempre a ser observados, mesmo quando não temos a certeza disso. Vivemos num eterno Big Brother onde o outro passa a testemunhar e coreografar a nossa existência.
É como se vivêssemos numa arquitetura em ruína, mas ainda sobrevivente. Uma espécie de panóptico, onde quem observa pode vigiar todos, mas não fica isento de ser visto, nem de perder o controlo. Instala-se uma vigilância permanente no espaço-tempo. Diante da especulação do olhar, estamos constantemente vigiados e, muitas vezes, julgados, punidos. Cancelados. A nossa “emergência enquanto observadores” reside na ideia de ampliar os modos de ver. De ver para além do olho. Ver de corpo inteiro para perder o controlo. Descolonizar o olhar.
Nesta caminhada-performance Dori Nigro será o nosso guia/vigia. Propõe o simples gesto de observar, reconhecendo que, nesse ato, ao mesmo tempo que observamos, somos observados.



© Grupo de Trabalho Caminhos a Oriente

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