
- Tipo
- Caminhada participada
- Data
- 21 de Junho de 2026

À semelhança do anel envolvente ao centro da cidade, no Vale de Campanhã, as suas aldeias e lugares foram incorporados no Porto durante o século XIX. A visibilidade destes assentamentos ainda hoje é possível de ser observada, interligados por caminhos centenários que preservam a ligação estruturante entre os núcleos, outrora bastante habitados e hoje transformados ou em processo de transformação. Este percurso, entre visibilidades e invisibilidades, materialidades e imaterialidades, através da incursão por entre aldeias, cruzando espaços e trilhos existentes ou, pelos vestígios das suas memórias na vertente sudoeste da encosta do Douro, entre a Quinta da China e o lugar de Noeda, é um convite ao caminhar e à perceção de permanências entre o rural e o urbano que, também, fazem parte da cidade contemporânea, envolvendo o caminhante, o seu corpo e sentidos no processo de realização do próprio caminho.



Roupa a secar no estendal comunitário (lavadouro de Noeda) © 2025 Grupo de trabalho Caminhos a Oriente

Aspecto geral da casa e capela da Quinta da China © 1969 CMP/Arquivo Histórico Municipal do Porto
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